domingo, 16 de março de 2014

Layout Comercial


A constante busca pela produção da eficácia e de resultados, depende da sintonia e sincronização de algumas ferramentas que compõem um conjunto de determinado negócio. Uma das quais é composta pelo espaço físico, onde se desenvolvem diferentes e diversas atividades. O espaço físico compreende áreas internas e externas usadas para produção, exposição, atendimento ao público e  para atividades administrativas entre outras.
A ocupação dessas áreas deve ser de forma que possa possibilitar o máximo de produtividade sem deixar de levar em conta as peculiaridades  e exigências de cada negócio e o conforto e segurança de clientes e colaboradores.
Por isso a necessidade de um criterioso estudo visando a melhor organização e posicionamento dos  vários elementos ali contidos de forma a gerar maior produtividade.
A definição desse estudo ou mesmo as adaptações posteriores compreende o layout.

Qual o objetivo do layout?

Adequar o homem aos equipamentos e aos espaços, levando em conta a disponibilidade, porém tendo como objetivo maior produtividade e melhor desempenho do conjunto.
O layout tem papel importante em vários aspectos, em geral está ligado a racionalização de elementos que representam custos. Fator este que inclui nas vendas. Assim sendo o layout vai influenciar diretamente na produtividade.
Para uma ideia de layout deve-se levar em conta as condições ideais de trabalho e de atendimento que envolvem um momento específico mas não deixando de levar em conta no projeto possíveis ampliações do negócio, ou seja, estabelecer na medida do  possível um plano em relação ao futuro.


Layout


O processo de estudo e análise do layout, envolve o desenvolvimento de um projeto para a implantação em uma estrutura nova ou a adequação /reformulação/modernização ou ampliação em uma disposição física já existente.

Avaliação de layout

De escritório:
  • fluxo de documentos;
  • numero de colaboradores;
  • volume e tipo de móveis;
  • volume e tipo de equipamentos;
  • conforto e segurança;
  • praticidade e harmonia.
De lojas:
  • fluxo de clientes;
  • visual interno;
  • exposição do produto;
  • facilidade de atendimento;
  • conforto do cliente.

Tipos de layout

De escritório:

Principais aspectos a serem considerados:
- fluxo racional de trabalho e as condições ideais para sua operação, ou seja, conforto, praticidade, funcionalidade e fácil acesso a serviços de apoio.
- outros aspectos importantes ligados a segurança dos colaboradores: possibilidade de rápida evacuação em caso de sinistro; proteção a todo tipo de poluição ao ser humano e fatores que possam colocar em risco pessoas ou a qualidade do trabalho.

De lojas ou ambientes comerciais:

para este tipo de ambiente, deve-se privilegiar a exposição dos produtos e o conforto e segurança dos clientes e colaboradores. As técnicas de construção do layout devem estar sintonizadas com os princípios, filosofia e as estratégias de marketing da empresa.

Segundo Cury  (apud Texeira, 2003):
Layout corresponde ao arranjo dos diversos postos de trabalho nos espaços existentes na organização, envolvendo além da preocupação de melhor adaptar as pessoas no ambiente de trabalho, segundo a natureza da atividade desempenhada, a arrumação dos móveis, máquinas. equipamentos e matérias primas (produtos).
Num sentido amplo correspondente à distribuição física de elementos em determinado espaço, no intuito de atender satisfatoriamente às necessidades dos clientes, fornecedores e funcionários, interagindo-os com o ambiente organizacional e consequentemente aumentando a produtividade e reduzindo custos.

"Uma boa disposição de móveis e equipamentos faculta maior eficiência aos fluxos de trabalho e uma melhoria na própria aparência do local"( Chilenato Filho apud Texeira, 2003). A aparência tanto da disposição física como das pessoas nela inserida é sem dúvida alguma o chamativo dos clientes que influenciam diretamente no processo de produtividade da empresa. 
Também se insere no  quadro de objetivos dos arranjos físico, a redução da fadiga, pois a existência desta pode revelar uma disposição inadequada dos elementos para as condições de trabalho. De acordo com Heméritas (apud Texeira, 2003), "fadiga é a diminuição reversível da capacidade funcional de um orgão  ou de um organismo em consequência de uma atividade. "Tal sensação pode ser provocada pelo esforço despendido e pelo mau uso do ambiente, podendo ser tanto muscular, como mental ou neuro-sensorial.
Além da interação entre espaço físico e fator humano o layout deve ser flexível a fim de que possa ser alterado sempre que necessário.
Ao planejar uma reestruturação de layout é necessário um estudo minucioso. O levantamento de dados conforme Cury ( 2000,p.387 ) "é a fase em que (...) há a familiarização com o plano de organização e os principais procedimentos adotados.

Nesse processo, verifica-se as seguintes etapas:
  • estudo do local;
  • estudo das divisões, móveis e equipamentos;
  • estudo do ambiente.
No estudo do local verifica-se basicamente toda a infra estrutura do espaço, bem como sua adequação ao ponto de localização. É importante a planta baixa do local para que se possa ter uma visão geral do espaço, suas divisões e disposições.
A fachada também se constitui em outro ponto forte do arranjo físico. "A fachada cumpre o importante papel de transmitir ao cliente as características do estabelecimento comercial, e, ao mesmo tempo, sugerir-lhe uma boa acolhida ( Ugaya apud Texeira, 2003).
Ainda sobre a fachada, deve-se estar atento à questão dos letreiros, iluminação e cores refletem o estado do ambiente organizacional.
Quanto ao estudo das divisões, móveis e equipamentos, aconselha-se uma disposição em simetria e linha reta. Tamanhos uniformes permitem maior flexibilidade e melhor aparência.
Os padrões de espaço devem obedecer as necessidades de trabalho e conforto do empregado e satisfação do cliente. Ugaya afirma: "quaisquer que sejam as proporções das lojas, o espaço parecerá apertado se os móveis ocuparem mais de 40% da área".
A circulação no interior do estabelecimento requer corredores amplos que possam proporcionar ao cliente uma visão plena dos produtos, facilitando a procura pelo mesmo. A separação de mercadorias por tipo de destinação é uma forma de organizar o fluxo no interior da loja e despertar o interesse do cliente.
O mobiliário pode ser dividido em: padronização ou sob medida. Geralmente o mobiliário sob medida atende melhor as necessidades do negócio, além de individualizar o estabelecimento.

Para exposição dos produtos

De acordo com Las Casas apud Camargo ( 2008 ), existem basicamente três tipos de layout, que são: fluxo livre; butique e retangular ou grid.

"Tipo grid é o mais usado devido à simplicidade e eficiência, as mercadorias de compra impulsiva devem ser localizadas perto da via principal e à medida que o comprador se afasta dessa via as mercadorias devem ser de compra mais contemplativa '".

Já o "fluxo livre fornece uma maior liberdade para a distribuição dos produtos, geralmente em agrupamentos, permitindo a criação de vários ambientes dando mais liberdade ao consumidor "( Las Casas apud Camargo, 2008 ).

"No layout estilo butique, vários produtos relacionados são agrupados em determinados setores da loja, ocupando um espaço semi-separado e bem definido podendo ter sua própria identidade através de cores, estilo e atmosfera". ( Las Casas apud Camargo, 2008).

Para Underhill apud Camargo (2008), "na hora de se elaborar um layout, deve-se levar em conta a estrutura da "máquina humana "com seus aspectos físicos e anatômicos.
Ter sempre em mãos um bom livro de ergonomia para consultar as medidas corretas a serem seguidas, evitando assim erros que podem ser prejudiciais à saúde das pessoas envolvidas.

Cabe citar o trabalho de Sousa apud Camargo (2008) "um layout deve causar impacto tanto esteticamente, ajudando a criar uma imagem forte da empresa, facilitando as compras e fidelizando o cliente como do ponto de vista quantitativo, aumentando a produtividade.
O que se percebe é que "enquanto a fachada atrai o consumidor para dentro da loja, o layout tem o desafio de mantê-lo mais tempo no interior da loja "( Sousa apud Camargo, 2008 ).

"Layout pode mudar a realidade de uma loja, garantir o conforto dos consumidores e também melhorar as vendas. Mas para isso precisamos estudar o espaço, distribuir bem as áreas permitindo uma melhor funcionalidade". (Socorro e Borges, 2005).

Para planejar corretamente o espaço de uma loja, é indispensável saber que tipos de produtos serão expostos, quantas pessoas você vai atender por dia, qual o estoque necessário e qual o seu público alvo. As respostas irão permitir saber qual a imagem que seu estabelecimento comercial deve ter para tornar-se uma referência na paisagem da rua (Revista Gondola, apud Socorro e Borges, 2005).

"A chave do layout é melhorar o serviço ao consumidor, aumentar a produtividade da loja e reduzir os custos proporcionais "(Las Casas apud Socorro e Borges, 2005).
Assim a layoutização compreende como uma análise de posicionamento das áreas, dentro da loja e sua mudança para o ponto considerado ideal (...). Percebe-se que o layout deverá observar desde a entrada de sua loja, com portas amplas, facilitando o máximo acesso, além de um espaço interno adequado, circulação de pessoas, sinalização interna, exposição de produtos, área de vendas, estoque, fachada, prateleiras, caixas. O layout nunca deverá ser estático, o acompanhamento do mercado, das tendências e as exigências do consumidor auxiliam nas mudanças, permitindo assim um espaço agradável ao consumidor final (Socorro e Borges, 2005).
Segundo  autora Camargo ( 2008 ) "um dos principais objetivos do layout é fazer com que o cliente fique mais tempo dentro da loja e também compre produtos com maior valor agregado ".
O layout não somente estimula o consumidor a comprar, influenciando diretamente nas vendas, como também significa um componente importante da estrutura de custos de estabelecimento, afetando diretamente o desempenho da empresa (Cesarino; Caixeta Filho, 2002; Araújo, 2001).

Referência bibliográfica

CAMARGO, Shirley Miranda. Processo de formulação de layouts em supermercados convencionais no Brasil- Um estudo comparativo. Curitiba: UFPR, 2008. Dissertação (Mestrado em Administração do
Setor de Ciências Sociais). Universidade Federal do Paraná, 2008. Disponível em:<http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/19444/1/DISSERTACAO_FINAL_10 %20_capa%20dura__. pdf> Acesso em: 16 de março de 2014.

CURY, Antonio. Organização e metódos, Atlas.

SOCORRO, Luciana Santos e Professor Borges, Admir. As estratégias de Marketing de Varejo 
aplicadas aos Supermercados de Vizinhança. Disponível em: <http://artigocientifico.tebas.kinghost.net/uploads/artc_1164970079_11.doc.> Acesso em: 16 de março de 2014.

STEFANELLO, Andreia V. G.; SILVA, Dinélle I. da; MUCHA, Josiele T. e TAUCHEN, Joel A. Adequação de modelos de layouts para supermercados de médio porte- caderno de administração. 1º SAEP - Semana Acadêmica da Engenharia de Produção - FAHOR.

TEXEIRA, Tatiane Marques. Organização e métodos: Arranjo Físico. Caderno de Administração. Ano I - Número 01 - Janeiro/dez/2003.

sábado, 15 de março de 2014

Guia de iluminação para interiores residenciais - Parte 2

Lâmpadas e indicações de como e onde usá-las

Halógenas

Dicroica ( 12 v ) - iluminação decorativa e de destaque nos objetos nos ambientes. Ideal para luminárias compactas.

   
Lâmpada Dicroica
Exemplo de uso da Lâmpada Dicroica

ARL-111 ( 12v ) - iluminação decorativa e de destaque de objetos nos ambientes. Ideal para luminárias compactas e iluminação indireta.

ARL-111
                                                                  
Exemplo de uso da Lâmpada ARL-111

PAR - ideal para destaque em objetos em ambientes externos.

PAR

Exemplo de uso da Lâmpada PAR


Fluorescentes

TL5- iluminação comercial e residencial. Ideal para luminárias compactas, iluminação indireta e sancas.

Tubular T5
Exemplo de uso da Lâmpada Tubular T5

Dicroicas

A abertura de facho determina a aplicação da lâmpada dicroica: fachos mais fechados para destaque de mercadorias, fachos mais abertos para complementação da iluminação geral. Em geral para dar destaque a mercadorias mais finas, distintas e diferenciadas devem ser utilizadas lampadas com facho de 8° ou 10°. Em joalheria, por exemplo, é comum destacar uma joia, utilizando-se uma lâmpada  dicroica de 8°.
Para iluminação geral de ambientes, onde se tem pé direito mais elevado, pode ser utilizada em sanca, para dar um acabamento ou uma complementação à iluminação geral feita por lâmpadas incandescentes ou de tecnologia fluorescente.

PAR 

A lâmpada PAR halógena é amplamente utilizada para destaque em áreas externas em virtude de sua robustez associada à luz intensa e de excelente reprodução de cor.

ARL111

Por seu design único, com uma haste antiofuscamento constituem excelente alternativa para iluminação de lojas possuindo ainda fachos de 8° e 24° necessitando de transformador. 
OBS - as dicroicas não são economizadoras, porém têm vida longa e ótimo IRC.
O refletor dicroico tem a característica de desviar para trás 2/3 do calor gerado pela lâmpada, ou seja, ele projeta para frente 100% da luz e apena 1/3 do calor. Seu facho chega a alcançar 12 metros e duram de 2000 a 5000 horas. Em geral necessitam de transformador.

Fabricantes

Philips, Osram, Sylvania, Ge entre outros.

Qual lampada usar?


  • Luz geral: luminárias com T5 de 28w e 24w a 3000K;
  • Sanca: iluminação indireta, T5 de 14w e 28w;
  • Destacar produtos: iluminação focada, projetores com  AR111 de 35w a 3000k em trilhos eletrificados;
  • Iluminação aplicada: rasgos no teto, fluorescentes compacta 26w e dicroica 50w;
  • Amortizar sombras nas prateleiras: fitas de led 14w/m;
  • Provadores: T5 de 28w e 3000k;
  • Teto acima de bancada: iluminação de tarefa, embutidos AR70 de 50w;
  • Direcionar: mini dicroicas 35w;
  • Rasgos no gesso: T8 de 32w a 4000k e IRC 85;
  • Arandelas para pontual: 100w
  

Alguns conceitos em iluminação

O que é lux?

É uma radiação eletromagnética que se apresenta sob a forma de ondas que se propagam em linha reta com velocidade constante de 300.000 km/s, e tem capacidade de causar sensação visual.

Fluxo luminoso

Quantidade total de luz emitida em todas as direções. Unidade de medida: lúmens ( lm ) 

Eficiência energética ou eficácia luminosa


É a relação entre o fluxo luminoso gerado para cada w consumido ( lm/w ). Quanto maior a emissão de lúmens gerado por watts consumido, mais eficiente é a fonte de luz e maior  economia de energia será obtida.

Intensidade luminosa

Concentração de luz em uma direção específica. Unidade de medida: candelas ( cd ). Símbolo I.

Luminância

É a relação entre o fluxo luminoso que incide na direção perpendicular a uma superfície e a sua área. Quantidade de luz que incide em uma superfície. Unidade de medida: lux (lx).

Temperatura de cor

Expressa a aparência de cor da luz emitida pela fonte de luz. Unidade de medida: kelvin (k).

Índice de reprodução de cor

É a capacidade que uma fonte luminosa possui de reproduzir as cores dos objetos com fidelidade. Conhecido como IRC ( RA ), utiliza uma escala que vai de 0 a 100. Acima de 80 a fonte luminosa possui uma boa reprodução de cor e, abaixo de 80, regular a ruim. Símbolo (IRC).


O projeto de iluminação antigamente:
- luz geral;
- determinação das quantidades necessárias de luz;
- controlar ofuscamento.


O projeto de iluminação hoje:
- criar ambientes;
- revelar a luz e a sombra;
- valorizar cores, formas, textura e proporção;
- sensação de bem estar, conforto e motivação;
- harmonia com o ritmo do espaço.


Sistema principal + sistema secundário:
- escolha do sistema principal para resolver as necessidades funcionais;
- escolha do sistema secundário que dará personalidade ao espaço.

Sistema secundário
  • luz de destaque
  • wall washer
  • jogos de facho
  • jogos de sombra
  • silhueta
  • up light
  • dow light
  • front light
  • pontos luminosos
  • back light
  • luz rasante 
  • luminárias decorativas
  • luz colorida
  • modulação de intensidades
  • luz integrada
  • chiaro scuro
  • sfumato